Concepção artísitca da OSIRIS-REx obtendo uma amostra de Bennu. (Créditos da imagem: NASA).

A sonda de amostragem de asteroides da NASA, OSIRIS-REx, capturou suas primeiras imagens do alvo no espaço profundo para o qual está atualmente se dirigindo, uma rocha espacial de quase 800 metros de largura orbitando o Sol chamada Bennu. Essa foi uma importante etapa para o veículo espacial que se prepara para chegar ao asteroide em dezembro deste ano, uma nova etapa chamada de campanha de operação.

Como a foto foi tirada de tão longe — a uma distância de mais de dois milhões e 250 mil quilômetros —, Bennu aparece apenas como alguns pixels de luz se movendo pelo espaço. Mas para a equipe da OSIRIS-REx, isso mostra que a espaçonave está no caminho certo e que Bennu está exatamente onde esperavam. “Muitos de nós temos trabalhado por anos, anos e anos para obter esta primeira imagem”, disse Dante Lauretta, principal pesquisador da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, durante uma coletiva de imprensa em 24 de agosto.

Imagem do asteroide Bennu, do qual a OSIRIS-REx tentará pegar uma amostra em 2020. Esta é a primeira imagem feita com as câmeras da nave OSIRIS-REx e prova que ela está no caminho certo rumo ao seu alvo e foi obtida em 17 de agosto deste ano a uma distância de 2,2 milhões de quilômetros. (Créditos da imagem: NASA/Goddard/University of Arizona).

O significado da sigla do nome da espaçonave é “Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security, Regolith Explorer”, que, em tradução livre, significa “Explorador de Regolito, de Origens, de Interpretação Espectral, de Identificação de Recursos e de Segurança”.

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Lançada em setembro de 2016, a nave espacial OSIRIS-REx é encarregada de recolher uma pequena amostra de material da superfície de Bennu e depois trazer essa amostra para a Terra. O objetivo é fazer a análise do material recolhido para saber mais sobre como era o nosso Sistema Solar quando ele estava se formando, há 4,5 bilhões de anos.

Acredita-se que asteroides como o Bennu permaneceram praticamente os mesmos desde os primeiros dias do Sistema Solar, e isso significa que eles podem conter os mesmos materiais que serviram como blocos de construção dos planetas. Os cientistas também querem saber se os asteroides carregam matéria orgânica que pode ter sido responsável por despertar a vida na Terra. Então, analisar os componentes dos asteroides pode nos dizer como nosso Sistema Solar se tornou o que é hoje.

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A equipe de pesquisadores da OSIRIS-REx espera aprender o máximo possível sobre nossa vizinhança cósmica a partir de uma pequena amostra de Bennu. A equipe pretende obter uma amostra de pelo menos 60 gramas a até dois quilogramas. A amostra será armazenada em um recipiente dentro da Cápsula de Retorno de Amostra (Sample Return Capsule — SRC) à medida que a espaçonave viaja de volta à Terra.

E pegar um pouco do pó e de pequenas rochas da superfície (o chamado regolito) de Bennu requer uma missão que dure muitos anos — a OSIRIS-REx está viajando para Bennu há quase dois anos. Depois que chegar ao asteroide em 3 de dezembro deste ano, a espaçonave se inserirá na órbita da rocha no dia 31 de dezembro e, em seguida, passará todo o ano de 2019 fazendo uma extensa campanha de mapeamento da superfície do asteroide. Assim que encontrar o local certo para a amostragem, a OSIRIS-REx irá rapidamente explorar a superfície de Bennu em meados de 2020, pegar seu “prêmio” e depois voltar para a Terra, fazendo a amostra coletada aterrissar no deserto de Utah em 2023.

Comparação do tamanho da alvo da missão OSIRIS-REX, o asteroide 101955 Bennu, que tem cerca de 492 metros de largura. Ele é comparado com o Empire State Building (de 443 metros) e com a Torre Eiffel (324 metros). (Créditos da imagem: NASA).

Antes de tudo isso acontecer, porém, a equipe da missão está tentando entender melhor como Bennu é. A OSIRIS-REx está agora o mais próximo que já esteve de Bennu — inclusive mais perto do que o asteroide já esteve da Terra. “Estamos agora nas proximidades do asteroide”, disse Lauretta em entrevista coletiva na sexta-feira.

À medida que se aproxima, a OSIRIS-REx procurará por qualquer nuvem de poeira ou nuvens de material que possam estar em volta de Bennu. Até agora, disse Lauretta, a área parece limpa, o que é uma boa notícia para a missão, já que a OSIRIS-REx deve ficar perto da superfície do asteroide.

A espaçonave também continuará a imagear Bennu para ter uma melhor compreensão de sua forma. Só depois de feito este reconhecimento, em outubro, o veículo começará a primeira das quatro manobras que o colocarão no caminho certo para entrar na órbita de Bennu.

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Portanto, esta missão de amostra do asteroide Bennu está prestes a embalar. E em breve poderemos obter imagens ainda mais detalhadas do asteroide que a OSIRIS-REx estará circundando pelos próximos dois anos.

Fonte:NASA
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Mestrando em Estudos Ambientais pela UCES, Buenos Aires. Graduado em Engenharia Civil e pós-graduado em Gestão Pública e Controladoria Governamental. Com interesse por ciência, tecnologia, filosofia, desenvolvimento sustentável e diversas outras áreas do conhecimento humano.

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