(Créditos da imagem: Gerd Altmann/Pixabay).

Coordenador de uma das iniciativas, o professor Roger Chammas, da Faculdade de Medicina da USP se disse emocionado ao receber dezenas de e-mails de pesquisadores interrompendo seus trabalhos habituais se voluntariando para ajudar na ampliação dos testes de coronavírus.

Todos os testes de Covid-19 no estado de São Paulo estavam sendo feitos pelo Instituto Adolfo Lutz, que já estava extremamente sobrecarregado. Diversos laboratórios se mobilizaram para aliviar a pressão. USP, Unicamp, Unesp e Instituto Butantã, são alguns dos principais exemplos no estado.

Chammas, conforme falou à Revista Pesquisa Fapesp, estima que a USP conseguirá realizar 135 mil diagnósticos nos próximos três meses, em cinco unidades da universidade, localizadas em Bauru, Ribeirão Preto, Pirassununga e São Paulo; só o Hospital das Clínicas de São Paulo – pertencente à USP – deve realizar 30 mil por mês.

 

Outros pesquisadores, de áreas diferentes da saúde, estão doando seus reagentes, que estão em falta no mercado internacional, e outros insumos e equipamentos necessários. Outros, fazendo pesquisas em suas áreas, de forma a contribuir com a crise, como investigações, modelos computacionais para traçar estratégias.

Outros laboratórios atuam na frente de produção, como a UFSCar, no campus de Araras, que produz álcool glicerinado, álcool 70% e máscaras, para doar para a Secretaria de Saúde do município.

A UFMG, por exemplo, coleta insumos para o Hospital de Clínicas da universidades. O Hospital Universitário da UFSCar também está aceitando doações de insumos. O Hospital das Clínicas da USP lançou uma vaquinha para arrecadar pelo menos R$ 10 milhões para a compra de equipamentos hospitalares.

Lúcio Freitas-Junior, biólogo e pesquisador da USP, conseguiu emprestado uma máquina de 32 mil dólares do Instituto de Botânica e células tronco do Instituto de Biociências da USP, para convertê-las em células alveolares, contaminá-las com o vírus e testar medicamentos. Ele se diz emocionado com essa integração entre institutos que nunca haviam trabalhado juntos.

A FAPESP, órgão de fomento à pesquisa do estado de São Paulo, disponibilizou R$ 30 milhões para o combate o coronavírus, dos quais R$ 10 milhões para cientistas e R$ 20 milhões para auxiliar Startups que buscam soluções em diversas áreas, no âmbito do covid-19. [Revista Pesquisa Fapesp, UFMG, UFSCar, G1)

São muitas as iniciativas em todos os estados brasileiros, e fica difícil listá-los aqui. Busque na sua região algum projeto de combate ao covid-19 e veja como pode ajudar; mesmo que você não seja um cientista, são diversas as formas de ajuda: monetária, produção de equipamentos com impressoras 3D, análises de dados etc.