(Créditos da imagem: Procuradoria de Norilsk).

Derivados de petróleo sendo derramados em águas infelizmente não é um tipo de desastre ambiental incomum. Isso geralmente ocorre por problemas em navios cargueiros.

No dia 29 de maio, 22 mil toneladas de óleo diesel que abasteceriam a usina metalúrgica Nadezhdinski, na Sibéria, no leste da Rússia, acabaram vazando no rio Ambarnaya.

Aparentemente, eles tentaram encobrir, e levou dois dias até que as autoridades da região ficassem sabendo do acontecimento. No início de junho, o presidente Vladimir Putin aprovou o pedido de decreto de estado de emergência.

De todo o montante, 15 mil toneladas foram para o rio e 6 mil toneladas penetraram no subsolo. O órgão estadual responsável pela regulação da pesca diz que o rio deve levar anos para se recuperar.

Dois satélites da Agência Espacial Europeia (ESA) captaram fotos do rio com o óleo, com uma coloração avermelhada. Você pode observar a comparação entre os dias 23 de maio, antes do derramamento, 31 de maio, e 1° de junho.

(Créditos da imagem: ESA)

Próximo ao local, há uma cidade de 180 mil habitantes chamada Norilsk, que deve ser diretamente afetada. A cidade foi criada para suprir os cargos nas plantas da Norilsk Nickel, maior produtora de níquel e paládio do mundo. A planta que vazou, inclusive, é de propriedade de uma subsidiária da empresa.

O diretor da usina  Vyacheslav Starostin, foi preso até o dia 31 de julho, mas ainda não ocorreu nenhum julgamento. Além de outras possíveis acusações, o Comitê de Investigação da Rússia, já iniciou uma acusação por poluição e negligência, já que por dois dias as autoridades não foram informadas.

O difícil processo de limpeza poderá custar até 1,5 bilhões de dólares e levar entre 5 e 10 anos. [Reuters, BBC].