Aumento da temperatura em janeiro. (Créditos da imagem: Copernicus).

O último mês de janeiro foi o mais quente já registrado no planeta. As temperaturas na Europa ficaram ​​três graus Celsius acima da média de janeiro de 1981 a 2010, informou o sistema de monitoramento climático da União Europeia.

Em uma faixa de países que se estende da Noruega à Rússia, as temperaturas superaram 6 °C acima do mesmo índice de referência de 30 anos, informou o Serviço de Mudança Climática Copernicus (C3S, na sigla em inglês) em um comunicado.

Novos recordes de temperatura tornaram-se comuns devido ao impacto das mudanças climáticas, causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, de acordo com os cientistas.

Os cinco últimos anos foram os mais quentes já registrados, assim como o período de 2010 a 2019.

O ano de 2019, por sua vez, foi o segundo ano mais quente da história — ficou apenas 0,04 ºC abaixo de 2016, quando as temperaturas foram impulsionadas por um poderoso El Niño, um fenômeno climático natural periódico sobre o Oceano Pacífico.

A temperatura global do mês passado foi de 0,03 ºC acima de janeiro de 2016, o recorde até então. Para a Europa, o mês passado foi “cerca de 3,1 °C mais quente do que a média de janeiro no período de 1981 a 2010”, informou o C3S.

A vila de Sunndalsora, no oeste da Noruega, atingiu 19 °C em 2 de janeiro, mais de 25 °C acima da média mensal, enquanto a cidade sueca de Orebro experimentou, no dia 9 de janeiro,  seu dia mais quente desde o início dos registros, em 1858.

As temperaturas acima da média também se estenderam por quase toda a Rússia e foram mais altas do que o normal em grande parte dos Estados Unidos, leste do Canadá, Japão, partes do leste da China e Austrália, onde incêndios em massa devastaram grandes áreas do país.

Já no Hemisfério Sul, o verão tem sido tórrido. No Rio de Janeiro, a sensação térmica chegou a 54 °C no último 11 de janeiro, quando os termômetros ultrapassaram os 40 °C.

As concentrações atmosféricas de CO2 — que maximizam o aquecimento global — estão agora no seu nível mais alto em pelo menos 800 mil anos. A Organização das Nações Unidas (ONU) informou no ano passado que as emissões de gases de efeito estufa causadas pelo homem precisavam cair 7,6% ao ano nesta década para limitar o aquecimento global a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, meta estabelecida no marco do Acordo de Paris. [ScienceAlert].