(Créditos da imagem: Reprodução).

Muitos não entendem o processo evolutivo, como criacionistas que fazem espantalho sobre a evolução dizendo que é impossível de ser verdadeira por ser obra do “acaso”, mas essa afirmação é incorreta já que a evolução não é um fruto totalmente do acaso.

A evolução depende de fatores para acontecer, como variabilidade, pressão do ambiente, seleção e hereditariedade. De fato, as mutações ocorrem de forma aleatória e elas geram variabilidade, essas mutações que ocorrem nas células germinativas serão passadas adiante e o meio ambiente seleciona essas mutações. Se um ser vivo tiver uma característica que lhe dê vantagem em um determinado ambiente, ele estará mais adaptado e terá maior chance de sobrevivência e passará seus genes adiante. Por isso, certamente, sabemos que a seleção não é uma obra do acaso. Ela tem causas, porém não tem intencionalidade.

A evolução é um fato. Por isso, também é aceita na comunidade científica. Ela é ensinada nas escolas e universidades porque a Teoria da Evolução é a única que consegue explicar a biodiversidade.

Outro argumento fraco que os criacionistas utilizam é que ninguém estava no passado para observar se houve evolução ou criação, como se ambas fossem questões de fé. Esse argumento é fácil de refutar e vou usar até uma analogia: imagine que ocorra um crime sem nenhuma testemunha, a polícia investiga e soluciona o caso através de investigação, procurando por evidências, como, por exemplo, vestígios que o assassino deixou, coletando amostras de DNA, como acontece em áreas forenses, etc. É mais o menos assim com a evolução.

Existe uma investigação dos vestígios deixados na natureza, como fósseis, comparações no DNA entre os seres vivos dando graus de parentesco entre os grupos de animais, plantas e bactérias. Um exemplo fácil de explicar é que o homo sapiens e o chimpanzé possuem uma similaridade de 98% em relação ao DNA. Com base na genética, podemos observar que somos muito próximos dos chimpanzés, porque fazemos parte da linhagem dos primatas, e isso era previsto pela Teoria da Evolução.

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Darwin e Wallace não tinham o conhecimento sobre genética e todas as evidências corroboram que eles estavam corretos na maioria das coisas. Todas as formas descendem de um ancestral em comum. Por isso, compartilhamos genes em comum com todos os seres vivos. Por exemplo, nós, os homo sapiens, temos 98% do DNA idêntico com chimpanzé porque compartilhamos um ancestral em comum que deu origem a nossa linhagem, mas certamente compartilhamos genes em comum com as aves. Porém, somos parentes mais distantes das aves e mais próximo dos primatas.

A evolução é um processo ramificado, imagine uma árvore com um tronco e vários galhos — é basicamente isso. A evolução não depende de fé como o criacionismo, porque ela é baseada em evidências. Se o criacionismo fosse verdadeiro e o mundo tivesse sido criação em 6 dias, não se encontrariam fósseis em camadas diferentes, que evidencia períodos geológicos diferentes, e isso é outra evidência para evolução. Não convivemos com dinossauros, como alguns religiosos acreditam, porque são tempos geológicos diferentes, e isso é comprovado pelos métodos de datação, e, sim, a evolução pode ser observada, como em bactérias.

Referências:

  1. PAGE, Michael Le. Evolution myths: Evolution is randomNew Scientist. Acesso em: 14 fev. 2017.
  2. PRÜFER, Kay et al. The bonobo genome compared with the chimpanzee and human genomes; Nature. Acesso em: 14 fev. 2017.

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